Me perco em linhas e ainda assim não conseguiria dizer o que penso, porque nem pra mim, consigo explicar o que penso.
Ao falar de amor, temo ter de ficar em cima do muro, já que não acredito que ele possa ser tão bom, ou tão ruim. Apesar de, possivelmente, te fazer sofrer ou estar fadado ao fim, é um sentimento que por menor que seja te preenche e te deixa feliz, bom, isso é o que eu imagino.
Acho que posso contar uma historia, mesmo sabendo que ela foge totalmente do contexto de amor do texto, essa historia fala de uma simples amizade, mas qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência:
Seria legal começar com: “Há muito tempo em uma galáxia distante”? Hahaa
Estavam só conversando, eram apenas amigos sinceros, talvez coloridos; não contente ele levanta e a puxa pela mão, a leva para outro lugar e continuam conversando sobre coisas bobas, como o canto dos pássaros que o intrigava e a fazia rir.
Era como se nada realmente importasse, pelo menos naquele momento. Ela se sentia como há muito tempo não acontecia, como se há muito tempo não tivesse amigos com quem contar, talvez fosse puro engano, mas há tempos ela não se entregava em sorrisos e olhares. Você pode até não acreditar, mas para ela era pura amizade, daquelas que duraria tempo suficiente para não ser engolida pelo tempo. Enquanto para ele, mesmo que não a olhasse dentro dos olhos por muito tempo, só importava o que estava acontecendo ali, naquele instante.
Depois de toda a conversa ser jogada fora, quando o que restava era apenas a vontade de ficar ali – como se houvesse azevinho em cima deles – um beijo aconteceu.
Levantaram-se como se tudo girasse ao redor, sem se largar em nenhum instante, com o coração batendo mais forte, mesmo que mais tarde não admitisse, e com a respiração descompassada, como se fosse o primeiro beijo. Essa seria a lembrança guardada.
Para todos os efeitos era só uma amizade gostosa de viver ou de lembrar, sendo assim, não importava que não existisse amor, o que importava era a lembrança de uma amizade.

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