domingo, 20 de julho de 2014

tres anos ...



  Três anos! Três intensos anos. Como dizê-los assim, em um pequeno texto? Como resumir tantas emoções? A melhor fase da minha adolescência. Fase de união, conflito, superação. Fase de correr atrás, de pisar fora da bolha que cresci, de saber lidar com a opinião que não era a minha.

  Descobertas e maturidade, talvez nem tanto, sei lá, somente, a melhor fase da minha vida. Ao escrever essas poucas linhas, já me vieram tantas coisas na cabeça, mas não sei bem como me expressar, para falar a verdade.

  Amigos que mudaram minha forma de ver a vida, que me fizeram ver outros horizontes. Que deixaram mais coloridos, meus dias, meus meses, meus três anos! Cada um, sem exceção. Me fizeram descobrir coisas do mundo e de mim. Como né? Pensar que alguém de fora, alguém de tão longe me conhece mais do que eu, ou me fez ver coisas sobre mim que eu não tinha visto... É, três anos ...  Muitas amizades, lembranças então nem se fala. 

  Nada como entrar no prédio, e sentir o que vivi na ponta do dedo, o violão nos fundos do colégio, o vôlei do lado de fora da quadra e das atividades dentro dela. Das conversas no pátio, dos vídeos pela escola inteira e até dormir perto do estacionamento. Fecho os olhos e vejo tudo, num borrão, numa timeline, num vídeo sem edição. Vários cortes aleatórios, mas é a melhor composição de todas, seja qual for a trilha, todas se encaixam muito bem ao melhor filme que eu já construí. 

  Mas o fim, ah o fim, o ultimo dia dessa fase? Aquela guerra de bexiga d’água. A mais colorida divertida e molhada de todas (risos)! Com direito a molhar a escola inteira. Da quadra ao estacionamento, da cantina à porta da secretaria (o que nos rendeu uma leve bronca).  No final não tinha um aluno seco, não tinha um aluno que não tivesse se divertindo, não teve um que quis ficar de fora (ou teve?), abraços molhados, risadas bobas e muitas bexigas estouradas, sem esquecer, é  claro, dos muitos cliques que rendeu esse dia.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

write


 Eita. Senti-me estremecer por dentro, senti o coração acelerar, senti as palavras pularem para meus dedos. Faz tanto tempo que não me pego com essa vontade louca de qualquer coisa sem compromisso.

 Resolvi vir aqui, abrir esse documento e escrever! Só que não tenho o que falar. Pelo menos eu acho.

 Sinto como se me apaixonasse. Cada músculo do meu corpo vibra só de olhar para a tela e lembrar de como me sentia escrevendo. Sinto como se, mais uma vez, estivesse atravessando aquele corredor e sentindo uma mão vindo de encontro com meu rosto, com todo cuidado e carinho possível. Sinto-me como naquela tarde, onde tudo o que eu tinha acreditado ter acabado, tinha apenas se camuflado em meio a outros pensamentos. Sinto paixão novamente!

 Cada palavra é um entorpecer surdo que quase me deixa desnorteada. Em meio a essa sensação, lembro-me de rostos que me fizeram sorrir nessa mesma época de paixão juvenil. Há tanto tempo que não me sinto assim, que até estranho.

 A verdade é que não sabia, ou não lembrava que gostava tanto disso. Senti um leve arrepio. Mas como essa historia não vai me levar a nada, termino-a por aqui, foi só um desabafo, em palavras, acho que foi só pra lembrar como parar, e tirar um tempo só pra mim me faz bem!

terça-feira, 5 de junho de 2012

aquele brilho,



A felicidade, tem varias denições,  para Aristóteles ela se dividia em três, a primeira consistia em uma vida de prazeres e satisações, a segunda como cidadão livre e responsável e a terceira como pesquisador e filósofo. Para os cínicos era se libertar das coisas casuais, sendo assim podia ser alcançada por todos, e uma vez alcançada não poderia ser perdida, e ainda para outros é simplesmente um estado de espírito constante ou um sentimento.
Um termo que se assemelha é a alegria, que são picos de entusiamo, estes vão e vem, duram por algum tempo e se dissipam, assim como a tristeza, vem se aloja por alguns dias , que seja, e depois vai embora. Sabendo desses dois conceitos é questionável a existência da felicidade, pois se a alegria e a tristeza existem, a felicidade não pode ser constante, certo?
Errado. Por um instante feche os olhos e imagine-se dentro do mar, agora vai nadando rumo ao fundo, esta ficando cada vez mais escuro, quando olha para superficie consegue ver um clarão indefinido, mesmo assim voce continua nadando cada vez mais para baixo. Agora  só resta escuridão. Imagine um pontinho de luz no meio de toda essa escuridão e nada até ele, quando estiver perto, fecha os olhos por alguns instantes, já que está com medo de que seja apenas um ilusão, e quando abre os olhos vê que ela ainda esta ali.
Assim é com a felicidade, depois que voce a encontra ela sempre estará brilhado dentro de voce, mesmo que se esqueça dela, ela vai te acompanhar todo tempo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

... numa galaxia distante,

 Me perco em linhas e ainda assim não conseguiria dizer o que penso, porque nem pra mim, consigo explicar o que penso.
 Ao falar de amor, temo ter de ficar em cima do muro, já que não acredito que ele possa ser tão bom, ou tão ruim. Apesar de, possivelmente, te fazer sofrer ou estar fadado ao fim, é um sentimento que por menor que seja te preenche e te deixa feliz, bom, isso é o que eu imagino.

 Acho que posso contar uma historia, mesmo sabendo que ela foge totalmente do contexto de amor do texto, essa historia fala de uma simples amizade, mas qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência:

 Seria legal começar com: “Há muito tempo em uma galáxia distante”? Hahaa

  Estavam só conversando, eram apenas amigos sinceros, talvez coloridos; não contente ele levanta e a puxa pela mão, a leva para outro lugar e continuam conversando sobre coisas bobas, como o canto dos pássaros que o intrigava e a fazia rir.

 Era como se nada realmente importasse, pelo menos naquele momento. Ela se sentia como há muito tempo não acontecia, como se há muito tempo não tivesse amigos com quem contar, talvez fosse puro engano, mas há tempos ela não se entregava em sorrisos e olhares. Você pode até não acreditar, mas para ela era pura amizade, daquelas que duraria tempo suficiente para não ser engolida pelo tempo. Enquanto para ele, mesmo que não a olhasse dentro dos olhos por muito tempo, só importava o que estava acontecendo ali, naquele instante.

 Depois de toda a conversa ser jogada fora, quando o que restava era apenas a vontade de ficar ali – como se houvesse azevinho em cima deles – um beijo aconteceu.

 Levantaram-se como se tudo girasse ao redor, sem se largar em nenhum instante, com o coração batendo mais forte, mesmo que mais tarde não admitisse, e com a respiração descompassada, como se fosse o primeiro beijo. Essa seria a lembrança guardada.

 Para todos os efeitos era só uma amizade gostosa de viver ou de lembrar, sendo assim, não importava que não existisse amor, o que importava era a lembrança de uma amizade.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Depois de decolar

Agora já é tarde, mas as estrelas ainda não apareceram. Eu já percorri um longo caminho e sei que não demora muito e verei a linha do horizonte, na realidade eu quero ver o amanhecer, pois ainda esta escuro. Eu posso esperar, eu sei que vai demorar... cheguei. E esculto os barulhos do silêncio, está lindo aqui a aura desse lugar é incrível.

O laranja do amanhecer começa a se espreguiçar lá longe, os raios de sol estão perfeitos. Fechei os olhos por um pequeno instante, só o suficiente para guardar este momento. Pronto, agora para toda a eternidade, os peixinhos e as corujas se lembraram do que vi.

É hora da primeira foto, click – a maquina fez. Já não sabia o que fazer, meus sentidos pularam de mim e se jogaram em queda livre. Parei e me sentei, peguei a minha vara dentro da bolsa e joguei... esperei... fiquei olhando tudo enquanto meus sentidos não fisgavam o anzol. Balancei meus pés, fisgaram, resolvi voltar alguns passos, começar uma caça ao desconhecido.

O vento assoviou, eu peguei meu coletor de sonhos e as flores começaram a dançar no ritmo. Dancei também, com o coletor na mão consegui sonhos suficiente, recoloquei na minha mochila com cuidado pra não perder nenhum e dei mais um passo, dois, três, corri. Olhei para cima e tive vertigem, ri. Por fim, me chamaram, se deram conta de que sumi por uma noite inteira, peguei um folha do chão, guardei, tirei mais uma foto e fui embora.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um pouco de drama ..

Nem aqui? Nem aqui encontro aquela paz. Bom, já vi que, hoje, tudo é marketing, porém a qualidade não se estende ao pacote. Me parece que há falsidade impregnada nas coisas e nas pessoas, que nada passa de belos pacotes... conteúdo supérfluo, sem sentido. As coisas já não são como eram, os interesses são outros, os valores deturpados, as revoltas sem causas.

Talvez eu seja a rebelde sem causa dessa vez, talvez eu tenha mudado demais e não aceite essa realidade atrasada. Aquele balão que um dia você me deu, hoje voa solto e sem destino, espero que ele alegre alguém como um dia me alegrou, mas agora é fútil, sujo desmente o que um dia vivemos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Só mais um ...

Com o tempo você vai perceber que nada é como parece ser. Que as coisas que você fez serão apenas coisas do passado, que as pessoas que você cultivou a sua vida toda, irão sumir. Vai perceber que nada é para sempre, que o seu melhor momento acaba, que a sua pior tristeza se esvai. Vai perceber que as pessoas que te vigiam em silencio, são as que vão te proteger e não as que te juram amor!

Mas, isso não quer dizer ‘não viva intensamente’, e sim ‘viva muito bem e não se arrependa de nada’! A vida nem sempre te da segundas chances, se você cair o mundo não vai fazer questão de te esperar.

"E talvez as amizades não fossem como ela pensava que era" - Perigosa Amizade