Agora já é tarde, mas as estrelas ainda não apareceram. Eu já percorri um longo caminho e sei que não demora muito e verei a linha do horizonte, na realidade eu quero ver o amanhecer, pois ainda esta escuro. Eu posso esperar, eu sei que vai demorar... cheguei. E esculto os barulhos do silêncio, está lindo aqui a aura desse lugar é incrível.
O laranja do amanhecer começa a se espreguiçar lá longe, os raios de sol estão perfeitos. Fechei os olhos por um pequeno instante, só o suficiente para guardar este momento. Pronto, agora para toda a eternidade, os peixinhos e as corujas se lembraram do que vi.
É hora da primeira foto, click – a maquina fez. Já não sabia o que fazer, meus sentidos pularam de mim e se jogaram em queda livre. Parei e me sentei, peguei a minha vara dentro da bolsa e joguei... esperei... fiquei olhando tudo enquanto meus sentidos não fisgavam o anzol. Balancei meus pés, fisgaram, resolvi voltar alguns passos, começar uma caça ao desconhecido.
O vento assoviou, eu peguei meu coletor de sonhos e as flores começaram a dançar no ritmo. Dancei também, com o coletor na mão consegui sonhos suficiente, recoloquei na minha mochila com cuidado pra não perder nenhum e dei mais um passo, dois, três, corri. Olhei para cima e tive vertigem, ri. Por fim, me chamaram, se deram conta de que sumi por uma noite inteira, peguei um folha do chão, guardei, tirei mais uma foto e fui embora.